sábado, 5 de fevereiro de 2011

That Day

Misto de sensações sinestésicas, onde o ar tem cor, a música possui formas geométricas variadas, os sabores inspiram o tato, e os cheiros geram sons... Isso tudo resume o que passo. Enquanto poucos sorriem tanto, como eu; outros muitos não são capazes de notar sequer uma criança que lhes observa, entre curiosa e amendrontada, inconscientemente se perguntando onde foi parar a alegria e o brilho no olhar daquelas crianças-grandes-mortas, que passam sem parar, e param sem reparar. Já quando vêem algum dos poucos felizes que existem, então a criança sorri, reconhecendo a criança-grande-viva-alegre como um seu igual, não em matéria, mas em síntese. e digo-lhes, caros amigos (as), que não há nada igual ao sorriso de uma criança, assim como um aroma artificial não consegue superar o perfume de uma flor, ainda que possuam os mesmos constituintes químicos... e é nessa diferença sutil, porém crucial, que reside a poesia, para os que conseguem enxergá-la.

Procurem, amigos (as), procurem pelas suas alegria, paz e criança interiores...
♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ ♫ 
She's got a smile that it seems to me
Reminds me of childhood memories
Where everything was as fresh as the bright blue sky..

domingo, 23 de janeiro de 2011

Resenha

Era interessante notar o cheiro de vodka com energético que emanava daquele copo. Talvez essa mistura, condenada por pais, idolatrada por quem a bebe, reprovada pelos puristas (leia-se: alcóolatras) traduzisse o que sentia-se nessa noite: empolgação, sensações boas, amor (?), felicidade, enfim. Era interessante notar o calor que não sentíamos, mesmo rodeado de pessoas, sós e acompanhadas. 'Sendo aquele que sempre traz amor... ♫' Enquanto as luzes nos cegavam, nós fechamos os olhos, sem ligar para nada nem ninguém, só o instante, o som, e o ar que nos rodeava nos importavam. Era interessante, enfim, vermos o quanto é necessário para ser feliz (ao menos por um instante) e que, mesmo com a miséria do mundo, há esperança. "15 mil carros fabricados por hora, 'meu pirão primeiro', é a lei que vigora. Shoppings lotados, bibliotecas vazias, liberdade confundida com pornografia.... ♫' SIM, ISSO FOI O SHOW DO FORFUN!
Para os amigos que ainda não conhecem, as musicas citadas:

Morada


Dia do Alívio

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Antipoesia/Sonolência

Não sou poeta, apenas dou sorte com as palavras às vezes... e nem tenho tanto tédio, é somente a necessidade que todos(?) temos de exprimir coisas que não sentimos, para que não precisemos nos descontrolar com o que passamos. Não sinto tanta falta de nada, como tenho saudade de tudo, até do futuro. Enfim, acho que só me entende quem não entende a si mesmo... Falando sobre organização pessoal, a anarquia leva ao descontrole absoluto, e a ordem excessiva ao tédio modorrento, comum em tardes quentes e nubladas, onde um rock de péssima qualidade e zero originalidade toca seu ouvido como uma nota desafinada no meio da melodia da vida monótona. E enquanto você muda pra uma bossa-nova, com seus acordes dissonantes, melodia de jazz e batida sincopada (sambada?), aos poucos a tarde se consome, entre lembranças, sorrisos, (talvez) algumas lágrimas e vários copos de whisky com gelo, que anestesiam (ainda mais) os sentidos e a memória, enquanto as fotos se misturam às cartas, cortes, sortes e amores, se misturam passado e presente, o pensamento vagando, singrando um mar inimaginável, sem destino ou objetivo, apenas flutuando, flutuando....

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Carta

Cara amiga
Espero sinceramente que tenha passado bem. Aqui continuamos todos ótimos, mesmo que por ora alguns (alguém como eu, para ser mais claro) encontrem-se seriamente danificados pela saudade e pelas emoções diversas. O tempo aos poucos torna-se um tanto quanto lúgubre em minha cidade, com suas madrugadas friorentas, chuvas cinzentas e dias quentes e abafados. A memória me acalenta, enquanto espero no 'não-ser' algo que me leve dessa apatia morna, em que conduzo meus dias, tal qual um pêndulo de relógio de parede, oscilando entre o positivo e o negativo, o sim e o não, a alegria e a tristeza, a saúde e a doença, até que a morte me separe (da vida). Padeço do excesso de literatura, de sentimento e de bipolaridade, por onde o anarco-futurismo se expõe, sem lógica, propósito ou continuação, e tento traduzir em palavras algo pouco palpável, exprimo (ou espremo?) em inúteis textos a torrente que escapa da minha alma, e escorre pelo meu cérebro, tal qual seiva bruta, esperando para ser trabalhada e refinada por órgãos competentes.
Enquanto as relações oficiais da minha vida continuam como repartições públicas (existem, mas não funcionam), ligações efêmeras ainda tentam me resgatar de onde afundo, sem motivo, sem objetivo, sem me faltar nada necessário à vida. Não tenho mais paciência comigo mesmo, que dirá com a sociedade, 'machista, preconceituosa e doente', algo até mesmo medieval, que reina em nosso país...


Mas fora isso (ou tudo isso?), aqui está tudo na mais perfeita ordem, tudo certo! Desejo-lhe um feliz ano novo, um bom natal, muita paz, alegria e felicidades. E peço perdão pela rebeldia sem causa mal-canalizada acima exposta, de maneira crua e desordenada, mas simplesmente não tinha mais a quem recorrer.

Fortaleza, 16 de Dezembro de 2010, 2:11 da manhã de Quinta-Feira

domingo, 5 de dezembro de 2010

Desejo-Momento

Eu quero das crianças a poesia pura
Dos jovens, a rebeldia sem causa
Dos adultos, apenas a loucura
Dos velhos, o "fazer-nada"

Do relógio, já quis as horas mortas
Da paixão, a inconsequência feliz
A Deus pedi as linhas tortas
Ao diabo, um amor de meretriz

Mas nessas horas de silêncio cáustico
Em que nada é realmente fugaz
No coração sinto o Ártico
De amar, pareço incapaz

E enquanto a escuridão me amordaça
Uso a pena que me liberta
Ouço um forte grito na praça
Sinto mais uma mente inquieta

Diego Felipe

Será? ;o

Mais tarde posto (talvez?) uma poesia aqui...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Verdades (para mim, ao menos)

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
-Ah,terminei o namoro...
-Nossa, estavam juntos há tanto tempo.....
-Cinco anos...que pena...acabou....
-é...não deu certo...

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes voce não consegue nem dar cem por cento de voce
para voce mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para voce e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o
papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...
se não bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe
a você esperar.... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a
pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão
é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes voce vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração.....
Faz parte.
Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fossem....
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar...
Ou se apaixonar... Ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ?????

Arnaldo Jabor

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Saudades

Pergunta-me se tenho saudades... ainda que me esquecesse de quem sou, uma das certezas que tenho é do momento em que, pensativo, tentava fazer-te dormir, ao mesmo tempo que queria vê-la acordada... enquanto o ônibus cruzava a cidade rumo ao hotel, que resumiu a intensidade de toda a viagem e, até mesmo, do meu ano... e ainda pergunta-me se tenho saudades... como se alguém pudesse esquecer que mesmo (talvez?) não-correspondido, algo muito forte apareceu, algo que talvez fique na memória... não, não na memória, mas sim no coração, quiçá pelo resto da vida... ah minha querida, uma certeza que ainda tenho: o destino ainda há de fazer nossos caminhos cruzarem-se uma segunda vez, e esta (pretendo) que seja mais duradoura, e, como dizia Vinícius de Moraes, 'Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure'...

domingo, 3 de outubro de 2010

Filosofia Barata de um Mundo Sem Lógica

Ouça isso, enquanto lê: http://www.youtube.com/watch?v=uwIGZLjugKA

Enquanto Kid Rock canta 'singing sweet home alabama all summer long...' mais uma aula de matemática escoa. Essa semana ganhei uma caneta nova, às vezes acho que pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença. A partir de hoje, talvez, meu coração ganhe uma placa de "fechado para balanço". Estou precisando de um tempo para mim: reflexões, estudos, trabalhar o corpo e a mente, pesquisar sobre o mundo... enfim, tornar-me um sujeito 'meio ensimesmado, um tanto quanto taciturno'. Contudo, não desejo-me o título de 'casmurro', até mesmo pela ausência de uma 'Capitu', que de seus famosos olhos, só obtive a ressaca.

Pontos, equações, retas, circunferências, plano cartesiano, mundo cartesiano, uma lógica feia e irracional, onde os sentimentos e indeterminações não entram. Isso é matemática? Não ligo. No fim das contas, apenas uma ferramenta tal como um martelo, que após utilizada, volta para a gaveta, de onde esperamos que nunca saia.

Penso em escrever poesia. Mas qual seria o meu estilo? Fiz alguns poemas, mas só posso classificá-los como estando entre neoclássicos e pós-modernos, ou seja: pode ser qualquer merda coisa. Talvez mostre em algum das postagens futuras. E quem quiser ver sua poesia (sim, não precisa ser necessariamente um poema) aqui publicada, entre em contato. Pode ser por orkut, twitter, formspring, facebook, MSN, ICQ, skype, IRQ, telefone, SMS, telegrama, pombo-correio, sinal de fumça... enfim, vocês entenderam. Ou não.