Se eu te encontrar um dia agonizante.
Morrendo em desespero, de remorsos
Pelo mal que me fazes a todo instante
Eu rezarei por ti um pai nosso
E se pensares o quanto me ultrajaste, e me pedires perdão, eu dar-te posso
Em louvor a algum bem que me causaste
Eu rezarei por ti um pai nosso.
sábado, 2 de novembro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
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Enquanto almoçava num restaurante qualquer 'classe-média-semibarato' (não era rico, porém não precisava de muito dinheiro, e se satisfazia sem precisar gastar muito), assustava-se em imaginar a insignificância dos seus atos em uma cidade de 3 milhões de habitantes, que dirá no mundo todo... Escutava agora todas as bandas, todos os estilos possíveis, numa cacofonia de enlouquecer deuses, querendo utilizar todo esse som como um mantra meditativo. De olhos fechados. Com um ar de hippie pós-moderno (alguns chamariam de dândi, na década de 90. Outros, de workaholic, no começo dos anos 2000. Hoje, é simplesmente um novo-jovem qualquer jogado no mundo.) Sem pensar, sem raciocinar, compreende tudo, o mundo que se passa ao seu redor, naquele instante.
Sem companhia humana para a refeição, comeu junto com seus pensamentos, sua mente e sua alma, com seu ser dissociado em carne, consciência, sentimento e conclusões, as quatro partes intrínsecas que caracterizam um ser humano.
Pois somos carne, feitos dela e dependentes dela.
Pois somos consciência, é o que nos faz perceber nossa condição
Pois somos sentimento, é o que nos desequilibra, tempera e torna humanos
Pois somos conclusões, das quais dependemos para agir e não enlouquecer
É quase como se fosse
Dia Estranho,
Mais um fluxo de pensamentos loucos e sem ordem....,
Música,
Stand-art,
Urban
sábado, 14 de setembro de 2013
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(Música: Paradis - La Ballade de Jim)
Mas voltando, era apenas madrugada. Aos poucos o otimismo começava e permear-lhe, ainda que muito timidamente. Entretanto, passava a ter esperança, e isso, ainda que no meio daquela angústia, já era muito. Uma fina chuva, tal qual um lençol frio, começava a cair, e o calor começou a ceder... A cidade parecia alinhada com suas emoções, acompanhando-a tal qual uma mãe se alegra ou se entristece em ressonância com os sentimentos de um filho...A solidão já não o incomodava. Na verdade, há muito tempo desejava um momento onde estivesse só com o Tempo como companheiro, sem necessidade maior do que olhar-se e desvendar seus reflexos. Nesse momento, já não sofria, já não sentia.
O dia nascia, lembrando-o de Renato Russo (Veja o sol dessa manhã tão cinza...) e a vida tinha que seguir. Era sábado, não tinha aula. Era sábado, não tinha trabalho. Era sábado, não tinha o que fazer. Era sábado, dia de viver.
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É quase como se fosse
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Urban,
Voltando
domingo, 28 de julho de 2013
7 Anos
Ah! Que saudades que tenho dos meus 7 anos... Lembranças que vêm e vão na velocidade de uma mudança de acordes numa música qualquer.
Lembro-me, ainda, dos saudosos fins de tarde, onde a luz avermelhada do sol parecia preencher a minha vida... O calor sufocante de uma cidade tropical, ainda mais aterrador para uma inocente criança que nem sabe o que é seu país direito, que dirá de onde fica no mundo...
As lembranças das lições, há muito esquecidas, mas tão aprendidas e apreendidas, que ainda lembro das tabuadas, principalmente a de nove, que quase todos calculávamos nos dedos...
O futebol (jogado com garrafas plásticas e algumas canelas com hematomas) com os colegas, aquelas pequenas brigas que mais pareciam batalhas épicas de dramas televisivos, em nossa inocente visão.
E aqueles olhos. Ah, aqueles olhos verdes, que até hoje me vêm à memória em algumas noites mais saudosistas. Seus olhos e seus olhares...
Éramos ambos destaques da turma. Nós revelávamos, também pelos olhos, uma inteligência viva, inquieta, que por vezes chegava a assustar alguns dos colegas...
Hoje, década e meia depois, ainda guardo na memória as tardes passadas naquele colégio, na companhia de pessoas que hoje pouco recordamos... Será que você ainda lembra de mim?
Hoje, década e meia depois...
Lembro-me, ainda, dos saudosos fins de tarde, onde a luz avermelhada do sol parecia preencher a minha vida... O calor sufocante de uma cidade tropical, ainda mais aterrador para uma inocente criança que nem sabe o que é seu país direito, que dirá de onde fica no mundo...
As lembranças das lições, há muito esquecidas, mas tão aprendidas e apreendidas, que ainda lembro das tabuadas, principalmente a de nove, que quase todos calculávamos nos dedos...
O futebol (jogado com garrafas plásticas e algumas canelas com hematomas) com os colegas, aquelas pequenas brigas que mais pareciam batalhas épicas de dramas televisivos, em nossa inocente visão.
E aqueles olhos. Ah, aqueles olhos verdes, que até hoje me vêm à memória em algumas noites mais saudosistas. Seus olhos e seus olhares...
Éramos ambos destaques da turma. Nós revelávamos, também pelos olhos, uma inteligência viva, inquieta, que por vezes chegava a assustar alguns dos colegas...
Hoje, década e meia depois, ainda guardo na memória as tardes passadas naquele colégio, na companhia de pessoas que hoje pouco recordamos... Será que você ainda lembra de mim?
Hoje, década e meia depois...
É quase como se fosse
Apenas Mais Um Dia,
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Urban
terça-feira, 23 de abril de 2013
Youth
Uma juventude que suspira na iminência de uma respiração presa, travando tudo. Todos. Que tem medo de amar, menor somente do que o medo de ser amado.
Eu sou da geração que sangra pelo medo de sangrar. Que a angústia é maior que a realidade. Que a chuva cobre tudo, e que passa anestesiada pela vida e pelos sentimentos...
Que nem sangrar consegue mais.
And if you're still bleeding, you're the lucky ones...
'Cause most of our feelings, they are dead, and they are gone...
É quase como se fosse
Dia Ruim,
Pseudo-Poesia,
Stand-art,
Urban,
Voltando
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Feliz Natal
É quase como se fosse
Apenas Mais Um Dia,
Música
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Volúpia (por Florbela Espanca)
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!
A sombra entre a mentira e a verdade...
A núvem que arrastou o vento norte...
- Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!
Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!
E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
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(Música: John Frusciante - Going Inside)
Deixando divagações filosóficas de quinta categoria para depois, voltemos ao personagem: era fronteiriço em tudo. Velho para o preparatório, novo demais na universidade. Não era legal, mas não chegava a ser chato. Tinha conhecidos demais, amigos, de menos. Não era feio, mas era o máximo que se podia dizer. E até poderia-se falar que era uma pessoa neutra, mas não chegava a tanto... uma tendência para a empolgação e um gosto variado para esportes incomuns contrastavam com sua preguiça mordaz.Era sim e não, positivo e negativo, simpático e sarcástico, era quase um yin-yang encarnado, a dualidade em pessoa. Mas não era bipolar, em absoluto. Ou seja: por mais que convivessem, o conhecessem, ninguém jamais lhe desvendou a alma completamente, nem ele mesmo.
(parte 1: http://nonsensevirtu.blogspot.com.br/2011/05/visualize-1.html )
É quase como se fosse
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Música,
Urban
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Sol, som e sal
Opiniões, sugestões, tudo é bem vindo. :D
domingo, 7 de outubro de 2012
Abandon
O abandono de si mesmo é, possivelmente, um dos mais grandiosos, necessários e difíceis atos que o ser humano necessita realizar algumas dezenas de vezes durante a vida. Deixar de lado a si mesmo, olhar-se de fora, como um estranho qualquer que passe pela rua, ou como um velho tolo e feliz com uma doença mortal... Assumir um olhar qualquer, não pré-determinado ou pensado, simplesmente ir-se.
Abrir-se a um segundo, assim como se abre a um sentimento. Explorar a atemporalidade louca que só o 'go away and don't look behind, even if it's your body that you're leaving' provoca, correr sem mover um só pensamento...
Enquanto seguimos nossas fúteis e quase que insignificantes vidas, procurando não nos sentirmos sós até o próximo momento de abandono, damos um sentido de santidade que, na prática, não existe. Apontamos para a ordem dentro do caos, temos medo de algo que nos tire da nossa rotina, enquanto sempre reclamamos do tédio.
Só espero passar pela vida cada vez me abandonando mais.
Abrir-se a um segundo, assim como se abre a um sentimento. Explorar a atemporalidade louca que só o 'go away and don't look behind, even if it's your body that you're leaving' provoca, correr sem mover um só pensamento...
Enquanto seguimos nossas fúteis e quase que insignificantes vidas, procurando não nos sentirmos sós até o próximo momento de abandono, damos um sentido de santidade que, na prática, não existe. Apontamos para a ordem dentro do caos, temos medo de algo que nos tire da nossa rotina, enquanto sempre reclamamos do tédio.
Só espero passar pela vida cada vez me abandonando mais.
É quase como se fosse
Apenas Mais Um Dia,
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